O dia de hoje, 22 de maio, comemoramos a data de nascimento de um dos maiores nomes da história da música, Wilhelm Richard Wagner (1813, Leipzig na Alemanha).
Wagner é considerado um dos expoentes do romantismo e é, talvez, um dos compositores mais influentes da música erudita; ele contribuiu com inúmeras inovações, principalmente no cenário operístico, tanto em termos de composição, quanto no de orquestração. Deve-se salientar as inúmeras inovações para a música que foram trazidas por este compositor, tanto em termos de composição quanto em termos de orquestração. Ele expandiu e enriqueceu as possibilidades da orquestra sinfônica, chegando a inventar um novo instrumento, a tuba wagneriana. A revolução harmônica do século XX de Claude Debussy e Arnold Schoenberg foram associadas à sua ópera Tristão e Isolda.
Uma ideia que Wagner aprimorou, já que não foi o primeiro a utilizá-la, consistia em identificar um personagem, um objeto ou uma ideia através de um motivo musical, Leitmotiv (ou motivo condutor); quando se ouve um determinado tema musical, imediatamente vem à mente o personagem, o objeto ou a ideia que o autor deseja indicar.
Como compositor de óperas, criou um novo estilo, grandioso, cuja influência sobre a música da época e posterior foi muito forte. Polêmico ao extremo, angariou ao longo da vida inúmeros desafetos. No entanto, durante sua vida, o compositor inspirou devoção entre seus seguidores; entre os seguidores estão Anton Bruckner, Hugo Wolf, César Franck, Henri Duparc, Ernest Chausson, Alexander von Zemlinsky e Gustav Mahler, entre outros.
Além de músico era também poeta e escreveu o libreto de todas as suas óperas, inclusive a da tetralogia O Anel do Nibelungo, em que a mitologia germânica recebe uma expressão dramático-musical. Para a respectiva encenação e de outros espetáculos que concebeu, construiu, com a ajuda de amigos e do rei Luís II da Baviera, o teatro de ópera de Bayreuth.