Música e a Inteligência Artificial

Ao longo da história, a música de concerto e a música de câmara, foram moldadas por experiências humanas profundas — desde a subjetividade expressiva de compositores como Mozart, Beethoven, Bach, etc. até a elaboração estrutural de tradições seculares. No entanto, com o avanço recente da inteligência artificial, vemos emergir um novo tipo de produção musical: obras geradas por algoritmos capazes de imitar estilos, formas e até gestos expressivos com crescente sofisticação.

Nesse contexto, até que ponto a música criada por IA pode ser considerada uma continuação legítima da tradição composicional humana? A ausência de intencionalidade, vivência e contexto histórico compromete seu valor artístico, ou estaríamos diante de uma nova etapa na evolução da criação musical?

Diante disso, qual dessas formas de criação tende a prevalecer no longo prazo: a música concebida por seres humanos ou aquela gerada por inteligência artificial?