Embora Richard Wagner seja amplamente reconhecido por suas óperas, como podemos avaliar o valor artístico e a relevância de suas obras não operísticas — como a Sinfonia em Dó maior, as peças para piano e outras composições menos conhecidas? Essas obras revelam aspectos distintos de sua linguagem musical ou são apenas esboços de ideias que ele desenvolveria mais plenamente no drama musical?
Fica a grande pergunta.
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Interessante a questão levantada. No entanto, peço licença pra abordar outro aspecto de Wagner, o seu lado escritor.
Como sabemos, além de músico ele era também poeta e escreveu o libreto de todas as suas óperas, inclusive a da tetralogia O Anel do Nibelungo, em que a mitologia germânica recebe uma expressão dramático-musical.
Foi autor de diversos livros, poemas e ensaios. Os seus textos cobrem uma variedade de tópicos, incluindo política, filosofia e análises detalhadas de suas próprias óperas.
Richard Wagner também escreveu alguns ensaios antissemitas e por essa razão, e pelo aspecto nacionalista de sua obra, sua imagem foi ofuscada no século XX, pelo fato do nazismo tê-lo tomado como exemplo da superioridade da música e do intelecto alemães, contrapondo-o a músicos também românticos como Mendelssohn, que era judeu.
Apesar de ser geralmente mencionado como um antissemita, Wagner sempre teve amigos e colaboradores judeus durante a sua vida inteira, como o maestro Hermann Levi, amigo e conterrâneo de longa data do compositor, que conduziu a estreia de Parsifal no Bayreuth Festspielhaus em 1882.
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