Dia 29 de maio: nascimento dos compositores Isaac Albéniz (1860, em Camprodón, Espanha) e Erich Wolfgang Korngold (1897, em Brünn, hoje Brno, na Áustria-Hungria, atual República Tcheca).
Albéniz foi considerado o maior compositor espanhol do final do século XIX e início do século XX, pois foi, sem dúvida, uma das figuras mais importantes da história musical de seu país, além de ter contribuído para criar um idioma nacional e uma escola nativa de música para piano.
Erich Korngold foi considerado um menino prodígio, sendo posteriormente chamado de o pai da música do cinema, pois ele, mais do que qualquer outro, soube primeiro valorizar a trilha musical de um filme.
No dia 30 de maio nasceu o compositor e regente italiano Riccardo Zandonai (1883, em Sacco di Rovereto).
Zandonai é mais lembrado atualmente como compositor de óperas; entre os anos de 1908 e 1933 escreveu cerca de uma dezena delas, sendo que somente permanecem no repertório suas duas obras de maior sucesso, Giulietta e Romeo e Francesca da Rimini.
No entanto, deve-se acrescentar que ele também escreveu música sinfônica, onde devemos mencionar o seu concerto para violino e orquestra, bem como música vocal e de câmara.
Dia 1º de junho: data de nascimento dos compositores Mikhail Ivanovich Glinka (1804, em Novospasskoye, Rússia) e Scott Joplin (1868, em Linden, no Texas, USA).
Mikhail Glinka foi o criador da escola russa, pois sua influência sobre Balakirev, lider do Grupo dos Cinco (com Cui, Moussorgsky, Borodin e Rimsky-Korsakov), foi considerável.
Suas óperas Uma Vida pelo Czar (1836) e Russlan and Ludmilla (1842) podem ser consideradas um marco na ópera nacional russa.
Scott Joplin, chamado King of Ragtime, nunca foi reconhecido em vida como compositor “sério”; sua obra é muitas vezes comparada a de outro compositor norte-americano, Gershwin, pois ela se situa entre a chamada música erudita e a música popular.
Durante sua breve carreira, escreveu 44 peças. Uma de suas primeiras obras foi “Maple Leaf Rag”, que se tornou um sucesso e foi a mais influente peça de sua obra. Sua ópera Treemonisha é a mais antiga ópera conhecida composta por um afro-americano.
No dia 3 de junho houve o nascimento de dois compositores de épocas distintas, a saber:
Johann Schenck (1660, em Amsterdam); ele foi o primeiro compositor holandês a ter uma ópera representada, trata-se de Ceres, Venus and Bacchus (1686). Schenck também compôs sonatas e suites para o seu instrumento, do qual era exímio intérprete, a viola da gamba, além de outras obras de câmara; e
Charles Lecocq (1832, em Paris); amigo de Saint-Saëns, ele foi um dos principais compositores franceses de operetas e óperas cômicas, onde destacam-se La fille de Madame Angot (1872), Giroflé-Girofla (1874) e Le petit duc (1878).
Hoje, dia 5 de junho, é a data de nascimento de dois compositores suecos, Ivar Christian Hallström (1826, em Estocolmo) e Adolf Wiklund (1879, em Långserud).
Ivar Hallström pode ser considerado como o Verdi sueco, pois ele tinha um dom notável para a melodia, tendo escrito principalmente música vocal; o seu estilo é também influenciado pela música folclórica sueca.
A sua ópera Den Bergtagna (1874) foi provavelmente o maior sucesso de Hallström na Ópera de Estocolmo.
Adolf Wiklund foi compositor, pianista e maestro. Ele não era um compositor prolífico, mas suas obras foram importantes para a música sueca.
Sua produção inclui dois concertos para piano, o poema sinfônico Sommarnatt och soluppgång (“Noite de verão e o nascer do sol”), uma sinfonia e uma sonata para violino.
O dia 6 de junho é a data de nascimento dos compositores:
Siegfried Wagner (1869, em Tribschen bei Luzern, Alemanha). Ele era filho do grande compositor Richard Wagner e de Cosima Liszt e, por conseguinte, neto de Franz Liszt.
Ele foi um compositor muito produtivo, principalmente no campo operístico, tendo composto mais óperas do que seu pai; apesar disso, nenhum de seus trabalhos se incorporou no repertório habitual. Siegfried Wagner foi o diretor artístico do festival de Bayreuth de 1908 a 1930.
Aram Ilyich Khachaturian (1903, em Tiflis). Ele foi, sem dúvida alguma, o maior compositor da Armênia de todos os tempos e um dos maiores da extinta União Soviética.
Entre a extensa produção de Khachaturian, seus concertos para piano (de 1936), para violino (de 1940) e para violoncelo (de 1946), além de seus balés Gayaneh (1941-1942) e Spartacus (1950-1954), podem ser considerados como suas grandes obras orquestrais.